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Fórum da AL debate, com médicos, tratamento precoce do coronavírus

Fórum da AL debate, com médicos, tratamento precoce do coronavírus

As formas de tratamento precoce do coronavírus, destacando a autonomia dos médicos para decidirem junto aos pacientes sobre os medicamentos para tratar os casos, foram o tema do 14º Fórum de Combate ao Colapso Social e Econômico do Rio Grande do Sul, realizado dia 17 de julho.

O encontro virtual promovido pela Assembleia Legislativa recebeu diversos médicos, entre eles o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Emmanuel Fortes. Para ele, o médico está ciente da aplicação de remédios como a cloroquina e hidroxicloronina, diante da compreensão de que seriam úteis para o tratamento. “O Conselho Federal entende que os médicos podem prescrever, na ausência de outra condição para beneficiar o paciente, estando amparados para isso. Também para o uso compassivo, onde todos os recursos foram tentados e não adiantaram”, disse.

A médica pneumologista Alla Dolganova disse que é preciso utilizar uma medicação preventiva. Segundo ela, o coronavírus se desenvolve em três fases, sendo a multiplicação e reprodução a primeira, seguido por inflamação e fase terminal, quando há necessidade de UTI. Portanto, defende, é preciso usar antivirais na primeira fase, anti-inflamatórios na segunda e medicamentos adequados na fase mais aguda.

Márcio Müller, diretor técnico do Hospital de Gramado, explicou que foi necessário aprender uma maneira de controlar a doença em seus primeiros momentos, com um tratamento precoce e preventivo. De acordo com ele, até o último dia 16, 442 pacientes receberam tratamento precoce e nenhum precisou ser hospitalizado, diante de outros 49 que não procuraram o atendimento precoce e precisaram ser internados. “A doença pode ser amenizada e abrandada em seus sintomas com o kit de tratamento precoce, conseguimos comprovar isso em Gramado”, analisou.

O médico urologista Luciano Zuffo, presidente da Sociedade Médica de Canoas, defendeu a tentativa de barrar o avanço do coronavírus com o tratamento precoce. “A medicina é uma ciência com verdades transitórias. Ninguém está querendo estimular medicamentos aleatoriamente, mas em cima do ato médico, para que se possa controlar a doença. Entendo os lados da discussão que se impõe hoje, quem defende o lockdown tem seus argumentos, e quem defende uma flexibilização também tem os seus. Atrás de tudo isso, está o paciente. O ato médico tem que ser preservado. Nenhum tratamento será feito sem avaliação do paciente pelo médico. Porém, precisamos fazer algo em cima do consenso”, disse.

Antônio Nocchi Kalil, diretor médico e de ensino e pesquisa da Santa Casa, disse que este é um momento de preservar o distanciamento social. “Hoje (sexta-feira) vamos começar uma campanha para reforçar a questão do ‘Fica em Casa’. Isso se faz necessário porque a gente nota um crescimento muito importante de casos graves da Covid-19”.

Representante do governo, o diretor do Departamento de Regulação da Secretaria Estadual da Saúde, Eduardo Elsade, ressaltou que o Estado está chegando no pico da pandemia. “Não investimos em hospital de campanha, mas ampliamos o número de leitos hospitalares”, destacou, acrescentando que a pasta defende a autonomia médica em relação à prescrição de tratamento aos pacientes e que o Estado tem apoiado a ideia da internação precoce de pacientes, principalmente de idosos e pacientes de riscos.

Para o presidente da AL, deputado Ernani Polo, após quatro meses de restrições às atividades as pessoas estão chegando ao limite. Reiterou que os empreendedores estão cumprindo todos os protocolos exigidos pelas autoridades, mas que há um desequilíbrio e tratamento desiguais, sendo que alguns estão abertos e outros autorizados a funcionar quase que normalmente. Nesse sentido, defendeu ajustes no modelo de Distanciamento Controlado, do governo do Estado, para corrigir distorções.

O vídeo com a transmissão da pode ser assistido neste link: bit.ly/2WG6lVG