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Bento é alvo de captação de investidores para o agronegócio brasileiro

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Profissionalização do setor amplia exportações que deverão fechar o ano em US$ 100 bilhões. CIC de Bento reuniu associados para fomentar negócios na cadeia “Não estou aqui de graça. Vim tentar resolver problemas do agronegócio, meus problemas”. Foi assim que o presidente da Comissão Nacional de Silvicultura e Agrossilvicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária […]

Profissionalização do setor amplia exportações que deverão fechar o ano em US$ 100 bilhões. CIC de Bento reuniu associados para fomentar negócios na cadeia

“Não estou aqui de graça. Vim tentar resolver problemas do agronegócio, meus problemas”. Foi assim que o presidente da Comissão Nacional de Silvicultura e Agrossilvicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ademar Silva Júnior, se posicionou diante da classe empresarial em palestra-almoço promovida hoje pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC/BG). Ele conduziu o tema “profissionalização do Agrobusiness”.

Responsável por 42,5% de tudo o que o Brasil exporta e com uma representatividade de 26,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o agronegócio é o que move a economia brasileira. “Se tirar o agrobusiness da balança o Brasil quebra”, assegurou Silva Júnior. Segundo ele, o Brasil é hoje o maior produtor e o maior exportador de grãos, fibras e carnes do mundo, posição conquistada devido ao profissionalismo do setor. Em 2009, o valor exportado pelo setor era de US$ 64,70 bilhões. A estimativa para este ano é que o montante chegue a US$ 100 bilhões com projeção de chegar a US$ 200 bilhões em 2020. A cadeia já é responsável por 37% da geração de emprego no país.

Como produtor de madeira, borracha e pecuária de corte, Silva Júnior disse que a maior preocupação é saber nas mãos de quem essa riqueza vai estar. “Somos os melhores do mundo, mas precisamos abrir os olhos e aprender a aproveitar essa condição. Com a demanda que se apresenta e projeta expressivo aumento, sabemos que alguém vai resolver isso e tudo vai virar business. Que a busca de soluções seja brasileira”, salientou.

Atualmente, 80% dos municípios brasileiros dependem diretamente das atividades rurais. Cidades com até 20 mil habitantes terão o agronegócio como a principal economia. Em 2050, a população mundial deverá ser de 9 bilhões de pessoas, o que demandará um aumento de 70% na produção de alimentos. “Comida não dá para cortar”, frisou. “Precisamos reforçar, profissionalizar o setor e fazer o dever de casa”, finalizou Silva Júnior, que também é presidente do Conselho Administrativo do Senar de Mato Grosso do Sul e da Funar, além de ex-presidente da Famasul e conselheiro do Sebrae.

O presidente do CIC/BG, Jordano Zanesco, ressaltou a importância do agronegócio como único setor que está intrinsecamente ligado a todos os demais, dando suporte à economia. Como o empresário estará em incursão profissional no mês de novembro, o CIC/BG será conduzido pelo 2º vice-presidente de Serviços, Paulo Geremia, que a partir de hoje passa a ser o presidente em exercício da entidade.

Foto: Cristiane Moro/Conceitocom Brasil

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