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Empresariado lota CIC para Encontro com prefeito Pasin

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Líderes de sete setores produtivos da cidade participaram do Encontro com o Prefeito Pasin e questionaram o que o governo municipal planeja para cada demanda Uma sequência de 12 perguntas transformou a noite da segunda-feira, 11, em uma oportunidade de entender um pouco mais sobre o que o novo prefeito de Bento Gonçalves planeja para […]

Líderes de sete setores produtivos da cidade participaram do Encontro com o Prefeito Pasin e questionaram o que o governo municipal planeja para cada demanda

Uma sequência de 12 perguntas transformou a noite da segunda-feira, 11, em uma oportunidade de entender um pouco mais sobre o que o novo prefeito de Bento Gonçalves planeja para a cidade. O Encontro com o prefeito Guilherme Pasin, promovido pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC/BG), reuniu no Salão de Eventos da entidade mais de 180 pessoas interessadas no que representantes de sete setores produtivos questionaram ao líder da administração municipal. Pasin respondeu, durante quase duas horas, às dúvidas de empresários preocupados na evolução sócioeconômica do território bento-gonçalvense.

O formato do já tradicional encontro, responsável por abrir o calendário de eventos oficiais do CIC/BG de 2013 foi alterado este ano. Desta vez, após o jantar, dirigentes de entidades ligadas aos setores moveleiro, metal-mecânico, transporte, vitivinícola, plástico, comércio e turismo sentaram ao lado do prefeito, em um confortável sofá, e dirigiram sua dúvida para o líder municipal. Guilherme Pasin teve cinco minutos para elaborar cada resposta e, por fim, dez minutos destinados as considerações finais. O prefeito respondeu perguntas sobre saúde, trânsito, impostos, Rua Coberta, creches, segurança pública e aproveitou para reafirmar compromissos já pactuados com cada setor do empresariado em agosto do ano passado, quando, então candidato a prefeitura, Pasin ocupou pela primeira vez a tribuna do CIC/BG. “Esse é um evento bastante característico da nossa cidade, diz muito do nosso povo. Aqui também faremos uma avaliação dos primeiros dois meses de gestão da nossa equipe” disse Pasin.

Foi do presidente do CIC/BG, Jordano Zanesco, a responsabilidade de mediar o encontro. Ele lembrou que o intuito do evento era aproximar a classe empresarial e fortalecer a união entre a representatividade desses setores, que lotou o Salão de Eventos da entidade e esteve atento a cada promessa dita pelo prefeito. “Essa é a hora da virada. Juntos, poder privado e público podem avançar, caminhando ao lado de grandes instituições de ensino, firmando convênios. Hoje é o dia de levar as demandas de cada setor e descobrir como o governo as enxerga”, classificou.

Leia as perguntas das entidades e as respostas do prefeito Pasin.

Jordano Zanesco, representando CIC/BG:
A segurança é um tema de interesse mundial. Aqui em Bento Gonçalves não poderia ser diferente. No dia 27 de agosto, quando o senhor ocupou a tribuna do CIC como candidato para apresentar suas intenções em relação ao assunto, alguns compromissos foram assumidos em torno desta temática, como a retomada do auxílio moradia aos policiais, apoio administrativo às polícias com a cedência de funcionários, a fim de que os policiais possam atuar na rua, a implantação do policiamento comunitário, a criação do departamento de segurança e ação urbana integrada às polícias, o presídio estadual, e de onde virá o incremento de recursos destinados à segurança. Nossa pergunta é: o que já foi feito de concreto em relação a esses assuntos?

Guilherme Pasin: Nós entendemos que segurança pública é sim uma atribuição ao governo estadual e municipal. Mas já temos uma grande novidade: na próxima semana, assinaremos convênio de policiamento comunitário inédito em Bento Gonçalves, com a parceria entre Brigada Militar e Polícia Civil. Serão seis núcleos de policiais comunitários, com policiais que morarão nessas comunidades e serão subsidiados com recursos públicos, com cerca de R$ 600 por policial, tentando ser um atrativo para que permaneçam na localidade. Eles estarão junto à comunidade em um projeto piloto. E temos a intenção de ampliar esses núcleos. Nossa proposta será encaminhada posteriormente à Câmara de Vereadores.
Quanto ao presídio estadual, queremos que seja uma realidade a lógica de que ele saia do Centro e fique longe de nossas escolas e crianças. Sabemos que estamos atrasados, mas uma reunião com o Secretário Estadual de Segurança Pública, Aírton Michels, está agendada para tratarmos do assunto.

Jamirton Benazzi, vice-presidente do Sindilojas:
A revitalização da Via del Vino e os problemas com o estacionamento no Centro da cidade são reivindicações antigas do varejo, amplamente defendidas pelo projeto Viva Bento e também por toda a cidade. Quais são os problemas enfrentados pela prefeitura que impedem a conclusão da Via Del Vino com a retirada daquele poste de luz e o que a prefeitura está oferecendo de benefícios e facilidade para incentivar a construção de edifícios garagem?

Guilherme Pasin: Juntamente com o CIC, CDL e Sindilojas, sempre debatemos temas como esses. O número de carros trafegando em Bento Gonçalves é um dos maiores do Estado e por isso nós entendemos que o mais adequado a ser feito é a construção de edifícios garagem, revendo nossa legislação. Não podemos pensar que o município não tem condições de fazer grandes obras: se são usadas para o bem coletivo, elas devem ser feitas. Por isso, encomendei um reestudo de estacionamentos em eixos centrais, para que haja estruturação do eixo norte-sul. Estamos em fase de estudo da redução ou proibição de estacionamentos em horários de pico. As mudanças que surgirão serão intensas e haverá necessidade de interagir com a comunidade.

Henrique Benedetti, presidente da Uvibra:
O enoturismo em Bento Gonçalves é um modelo a ser seguido pelos demais municípios produtores de uva e vinho do Brasil. Porém, historicamente, o poder público municipal cruzou os braços no que diz respeito a infraestrutura de manutenção e sinalização das estradas do Vale dos Vinhedos, que hoje é o maior exemplo de sucesso do turismo do vinho no país. Também é de conhecimento de todos a necessidade de construir a tão falada ciclovia, que nunca saiu do papel, bem como a construção do Museu do Vinho que possibilitará manter viva a história e evolução da vitivinicultura da região. Neste sentido, gostaríamos de pedir a vossa excelência, quais medidas a prefeitura de Bento Gonçalves adotará para dar encaminhamento aos problemas acima citados?

Guilherme Pasin: O que não adotaremos é a omissão. Sabemos que esse não é problema só turístico e sim também de quem vive nessa cidade. Graças a liberação de verbas federais pelo programa PAC 2, nós poderemos recapear, pavimentar e qualificar vias que ligam o interior também, que é o caso da Rua Davile Sandri e Rua Basilio Zorzi. Seremos líderes nesse processo comunitário, mesmo que se saiba que o compromisso é estadual também. Quanto ao Museu do Vinho, junto do setor empresarial, discutiremos o local ideal para a instalação desse sonho, uma vez que cada um dos distritos da cidade deseja ter o museu instalado.

Jordano Zanesco, representando CIC/BG:
O crescimento desordenado do município trouxe um problema que vem passando de gestão a gestão: o trânsito. A falta de um planejamento de mobilidade urbana foi muito bem abordada pelo senhor aqui no CIC em agosto, inclusive com soluções previstas como: sincronia das sinaleiras, redução de estacionamento em horários de pico, abertura de novas ruas com ligações entre bairros, expansão do município para a zona norte, avaliação e construção de perimetrais, viadutos, túneis, uso de vagões de trem para transporte de passageiros. Isso tudo realmente é viável? Alguma dessas ações já avançou?

Guilherme Pasin: É viável e necessário. Já iniciamos o estudo da sincronização das sinaleiras e exigirá equipamentos mais modernos, o investimento será grande. Mas se trará qualidade de vida, poderá sair do papel. A abertura de novas vias será possível graças a verba financiada pelo PAC 2, onde algumas vias secundárias serão pavimentadas, dando fluxo ao transito. Já estamos buscando as áreas mais latentes para a construção de perimetrais. Pode ser uma ação grandiosa, mas não impossível. A revisão do Plano Diretor de Bento Gonçalves pode influenciar na expansão da cidade para a Zona Norte, revisão essa que já está sendo feita pelas entidades da área.

Ivanio Angelo Arioli, presidente do Simplavi:
A maioria das empresas associadas ao Simplavi são de pequeno porte com grande dificuldade em expandir seus negócios em virtude da falta de infraestrutura como pavilhões, meio ambiente e limites para se estabelecer em zonas industriais. Como sua gestão pretende apoiar, desenvolver e incentivar essas indústrias, abrigando-as em distritos industriais compatíveis com sua capacidade financeira?

Guilherme Pasin: Não podemos deixar de apoiar a expansão industrial, mas sempre de olho na sustentabilidade ambiental. As empresas podem ter ampliações de matrizes industriais. Estamos trabalhando para isso: visitei áreas de interesse municipal onde podem ser construídos pavilhões para micro e pequenas empresas que podem passar a ser médias e grandes. Vamos elaborar um programa onde quem estiver inscrito poderá ter benefícios.

Maria Alice Farina, presidente Bento Convention Bureau:
O Parque de Eventos de Bento Gonçalves abriga grandes eventos como a FIMMA, Movelsul, Casa Brasil e Expobento, sendo referência mundial em uma infraestrutura que, em sua maior parte, é resultado de investimentos da indústria moveleira. Vemos que outras cidades e estados têm investido pesado na captação de feiras e eventos empresariais. Qual a política do seu governo para manter a competitividade do nosso equipamento, considerando que o parque requer constantes investimentos?

Guilherme Pasin: Nosso Parque de Eventos precisa de equipamentos modernos e competitivos, ele carece disso porque abriga eventos constantes. Parcerias serão feitas, porque as feiras são benéficas para a cidade. Não desistiremos do Plano Master. Inclusive, na Fundaparque, poderá ocorrer a instalação do Museu do Móvel. Feiras são benéficas e queremos continuar investido.

José Edes Raimondi, Vice-presidente do Sindibento
Considerando sua juventude e idealismo, que o seu partido é minoria na Câmara, mesmo com aliados; considerando os inúmeros projetos aprovados na gestão anterior cujas verbas, aos poucos, serão encaminhadas a esta prefeitura; considerando as urgentes necessidades de obras de infraestrutura, principalmente, em relação a ruas, túneis, elevadas, viadutos, perimetrais, o que podemos esperar concretamente de sua gestão?

Guilherme Pasin: Muito trabalho, realização de sonhos e concretizações. Nossos servidores estão vestindo a camiseta, apresentando muitos projetos ao governo federal, mesmo que a liberação de recursos careça bastante esforço. Nossos projetos não ficarão apenas no papel. Podem esperar do nosso governo comprometimento, trabalho e dedicação exclusiva ao nosso município.

Marcos Carbone, presidente da CDL:
A Rua Coberta é um assunto polêmico porque divide opiniões, que na maioria das vezes não leva em conta aspectos técnicos. Entretanto, o investimento é garantia de um importante atrativo no centro da cidade, o que contribuiria para seduzir o turista ao local.
O projeto possui todos os requisitos legais estabelecidos na legislação municipal para sua implementação? Os lojistas e moradores da área onde o projeto será implantado serão consultados?

Guilherme Pasin: A Rua Coberta é peculiar, polêmica, divide opiniões. Mas não podemos permitir que esses recursos sejam perdidos. O projeto original foi concebido na Rua Cândido Costa, depois Marechal Floriano e hoje vivemos a indecisão da comunidade. Nem todos querem que ela fique no Centro em função do trânsito. Mas queremos o debate, que a comunidade envie email para ruacoberta@bentogoncalves.rs.gov.br e participe da consulta pública. Mas a Rua Coberta será no ambiente urbano, longe do rural.

Jordano Zanesco, presidente CIC/BG:
É sabido que Bento Gonçalves é uma das únicas cidades que tem presídio, indústrias e trânsito de caminhões pesados no centro da cidade.  Qual é a proposta de regulamentação de fluxo de caminhões pesados e de transporte coletivo no centro da cidade? Sabe-se que perimetrais são fundamentais para resolver o problema. O seu governo pretende aproveitar o projeto do corredor do móvel desenvolvido pelo governo anterior?

Guilherme Pasin: É lógico. Será mantido e ampliado, graças ao PAC 2. Investiremos no asfaltamento das vias, retomaremos o projeto do Vale Aurora não só pelo interesse turístico, porque o trecho pode desafogar o trânsito, por meio da RSC-470.

Márcio Chiaramonte, vice-presidente do SIMMME:
A quantidade e o valor das taxas de serviços cobradas pelo município das empresas eleva e muito o custo de produção. Qual o projeto de seu governo com relação à redução das taxas de serviços cobradas pelo município, principalmente em relação ao ISSQN?

Guilherme Pasin: A principal vilã é a pirâmide tributária: uma parcela mínima desses tributos fica na cidade. É preciso que se leve o debate para Brasília, que se reveja o pacto federativo, porque a pirâmide é desleal. Nós entendemos que essa carga tributária seja injusta, mas precisamos rever o pacto federativo.

Cátia Scarton, presidente do Sindmóveis
É sabido que as empresas de Bento Gonçalves têm sofrido com a dificuldade de liberação, por parte do Ipurb, de projetos para ampliação de estrutura ou implantação de novas indústrias. Parte disso deve-se ao esgotamento de áreas para atividade industrial previstas no plano diretor, o que vem limitando as possibilidades de crescimento da indústria local e levando algumas empresas a cogitarem a transferência para outros municípios. A revisão do Plano Diretor que o senhor promete iniciar ainda este ano contempla novas áreas industriais? E quanto às empresas já instaladas, de que forma o Ipurb procederá quanto aos pedidos de ampliação?

Guilherme Pasin: Nosso Plano Diretor está descaracterizado. Nos próximos meses uniremos forças para a revitalização do Plano Diretor para nos mantermos competitivos. A liberação de projetos no Ipurb é assunto recorrente em reuniões dos secretariados, muitos param em outros setores e sabemos que é preciso de agilidade. Mas estamos discutindo a ampliação de licenças ambientais, não estamos medindo esforços para que não percamos empresas em Bento Gonçalves.

Jordano Zanesco, presidente do CIC/BG:
Não podemos ignorar dois temas básicos para o desenvolvimento de uma população: educação e saúde. Nossa cidade, apesar de apresentar carências nessas duas áreas, ainda vive uma condição favorável em relação a outros municípios. A construção de creches e a implantação, de fato, do chamado ‘Hospital do Trabalhador’ fazem parte de seu governo?

Guilherme Pasin: Devemos ter cautela quando o assunto é Hospital do Trabalhador. Ele é uma junção de diversos projetos. Mas, nos próximos dias, as obras serão retomadas, já tendo em vista os custos e valores originais. Quanto às creches, além das 2.800 vagas, compramos outras 230 na rede privada, divididas em turno integral e único.

Foto:
Lucinara Masiero/Conceitocom

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