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Bento Gonçalves volta a gerar empregos em 2022

Bento Gonçalves quase recupera totalidade de postos de trabalho fechados em dezembro

Município criou 604 vagas em janeiro ante as 692 perdidas no último mês de 2021

Depois de encerrar dezembro de 2021 com o fechamento de 692 vagas de trabalho, Bento Gonçalves voltou a registrar grande geração de emprego em janeiro de 2022, praticamente recuperando as perdas do último mês do ano passado (vale lembrar que, na análise global de 2021, o saldo foi positivo, com a criação de 2.155 empregos formais). De acordo com o mais recente boletim emitido pelo Observatório da Economia (OECON), o município fechou janeiro com o melhor resultado dos últimos 12 meses, criando 604 empregos – 8ª melhor marca registrada no Estado.

Ao contrário do último boletim, quando todos os setores econômicos tiveram saldos negativos de empregos, desta vez todos fecharam no azul, mostra o órgão do Centro da Indústria, Comércio e Serviços (CIC-BG), a partir dos dados do Novo Caged. A indústria gerou mais da metade das oportunidades (306), devolvendo, assim, quase todas as vagas fechadas em dezembro (-316). Os destaques ficaram para os segmentos de fabricação de bebidas (93) e produtos alimentícios (75).  O setor de serviços também teve grade desempenho, criando, em janeiro (248), mais vagas do que fechou no último mês do ano passado (-235). Os setores de construção e comércio tiveram saldo positivo de 26 e 22, respectivamente.

No acumulado dos últimos 12 meses, entre fevereiro de 2021 e janeiro de 2022, Bento Gonçalves criou 1.904 novos postos de trabalho. "O total é semelhante ao volume obtido no somatório desde março de 2020, quando iniciaram as restrições sanitárias devido à pandemia (1.893)", considera o professor Fabiano Larentis, membro do OECON e autor do boletim.

Caso o ritmo de contratação permaneça, Bento alcançaria um total de 48 mil empregos em fevereiro e de 48,2 mil empregos em março, de acordo com Larentis. A previsão informada para janeiro no boletim anterior foi de 47,9 mil, uma diferença de 0,4% em relação ao realizado. "É preciso aguardar os efeitos dos cenários econômicos nacional e internacional, com destaque à guerra na Ucrânia, assim como as deliberações e repercussões relativas ao arrefecimento da pandemia", pondera o professor.

No boletim, cujo conteúdo na íntegra pode ser lido aqui, o OECON também aborda os cenários de emprego no Brasil e no Estado, além de outros assuntos pertinentes ao tema.