CIC-BG manifesta contrariedade a novo benefício para o Judiciário
Num quadro em que a crise sanitária está exigindo sacrifícios de todos os setores, lamentamos que membros do Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul e do Ministério Público do Estado passem a ser contemplados por um auxílio-saúde complementar.
Não questionamos, entretanto, o merecimento do auxílio. Ainda que instituídos com base em resoluções do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, tais medidas acarretam num acréscimo de despesas de pessoal no Estado. Mesmo que não haja a previsão de quando ocorrerá sua implementação, a notícia ocorre num momento crítico da pandemia e da saúde no Rio Grande do Sul.
Neste momento em que a crise sanitária atinge seu pior estágio desde o início da pandemia, há um ano, estamos preocupados com o desafio do setor de saúde em conter o agravamento da situação, o que levou o Estado a impor severas restrições aos setores produtivos e até o fechamento do comércio. É uma situação que não tínhamos visto até então e, por isso, a autorização da instituição do auxílio pelo Conselho Nacional de Justiça neste momento nos causa estranheza.
