Sulgás apresenta plano de expansão de R$ 19 milhões em Bento Gonçalves
Bento Gonçalves deve ganhar 20 quilômetros de rede de gás natural até 2032, conforme prospecta empresa, que compartilhou movimento na reunião de diretoria do CIC-BG
Bento Gonçalves poderá ter um importante avanço em sua matriz energética conforme os planos de expansão que a Sulgás tenciona para o município. A empresa pretende concretizar um investimento de R$ 19 milhões na cidade, conforme plano apresentado à diretoria do CIC-BG em reunião realizada na tarde de 10 de agosto. O encontro reforça uma aproximação que já passa por outras iniciativas conjuntas entre a distribuidora e a entidade, entre elas a participação da Sulgás na ExpoBento.
A proposta detalha, ano a ano, as regiões da cidade que passam a receber a tubulação, começando pela área central e avançando de forma gradual até os polos industriais, por exemplo. A intenção da Sulgás é ajustar o cronograma conforme as demandas identificadas junto às empresas da cidade, conforme Márcio Paiva, especialista em grandes indústrias. “Queremos ouvir a sociedade para confirmar se esse plano realmente atende ao potencial de Bento Gonçalves e fazer os ajustes que forem necessários”, afirmou. Ao abrir espaço para a pauta, o CIC-BG oportuniza às empresas indicarem necessidades específicas e ajudem a companhia a calibrar as próximas etapas do cronograma.
O cronograma apresentado prevê a conclusão de 5,7 quilômetros de rede em 2027, concentrados na região central da cidade, com extensão progressiva. “O plano apresentado na reunião começou a ser desenhado em 2024, quando equipes da área de inteligência e planejamento da Sulgás passaram a mapear o comércio e a indústria de Bento Gonçalves para dimensionar a demanda por gás natural na cidade”, explicou.
Também participaram da reunião Guilherme Mazui Roesler, relações institucionais, e Andrea Fortes, analista de inteligência de mercado.
Ampla atuação
Hoje a Sulgás atende 115 mil clientes em 38 municípios gaúchos, com uma rede que soma cerca de 1.620 quilômetros e distribui, em média, dois milhões de metros cúbicos de gás por dia, volume que supera os 2,5 milhões em dias de maior consumo. A operação conta com 150 colaboradores próprios e entre 250 e 400 prestadores terceirizados, conforme a demanda de obras. A companhia foi privatizada em 2022 e, desde então, sustenta sua atuação em dois pilares que aparecem em toda apresentação institucional: segurança e governança.
O gás distribuído pela Sulgás chega ao Rio Grande do Sul por um gasoduto de transporte que liga a Bolívia a Canoas, na Região Metropolitana, passando também por reservas do pré-sal. A partir dali, a companhia recebe o insumo em sete pontos de transferência distribuídos pelo estado, os chamados city gates — um deles, em Várzea do Cedro, abastece a Serra Gaúcha —, e assume a distribuição até o consumidor final, incluindo o processo de odorização, quando é adicionada a mercaptana, substância à base de enxofre responsável pelo cheiro característico usado para identificar vazamentos.
O abastecimento se divide entre uso residencial, para cozinha e aquecimento de água, uso industrial, em caldeiras, geração de vapor e processos de fundição e tratamento térmico, uso comercial, em padarias, hospitais, escolas, clubes e hotéis, e uso veicular, tanto em carros quanto em caminhões, segmento em que a fabricante Scania já produz veículos movidos exclusivamente a gás natural. Entre os diferenciais apresentados à diretoria do CIC-BG estão o monitoramento da rede em tempo real por uma central de controle, o tempo médio de interrupção inferior a 20 minutos por ano e perdas de gás abaixo de 0,2%, indicadores usados pela companhia para comparar a confiabilidade do serviço à da rede elétrica convencional.
